Estresse de treinamento e continuidade
Chega a planilha de treinos e logo vamos ver o que nos aguarda nos próximos dias... Intervalados, tempo run, rodagens, aquele temido longão...
Nós, amadores, muitas vezes temos a impressão que o que nos leva ao nosso melhor, são os treinos exaustivos, aquele treino especial para o qual nos preparamos por alguns dias, que tememos, que fazemos uma preparação toda especial para ele, a alimentação certinha na véspera, as pernas para cima em descanso para chegar tinindo. Você se prepara como se fosse uma prova, as vezes, deixa de fazer a rodagem do dia anterior só para estar forte para “O” treino. Chega o dia e sai tudo perfeitamente, nos sentimos fortes e prontos para a tão desejada prova. Mas será que esse treino diz tudo isso mesmo?
Alguns treinadores acreditam que não é aí que reside a diferença entre o sucesso e fracasso na tão esperada prova, acreditam que é bastante possível você encaixar um ótimo treino quando tão bem se preparou para ele, o que estes treinadores realmente acreditam, é que o que te leva ao seu melhor é a sucessão de treinos moderados, de treinos leves, de treinos relativamente difíceis mas que não chegam a te levar a exaustão. Acreditam que a sua força vai sendo construída dia após dia, quando você calça o tênis e vai fazer aquele intervalado ainda se sentindo cansado da rodagem anterior. Quando o pace do seu longo sai um pouquinho acima do que você gostaria, porque o cansaço bateu, mas você não desistiu e fez aquele treino, que não foi o melhor de todos, mas foi o melhor que dava para fazer.
Para saber onde você pode chegar, quão perto está de seu objetivo, passa ser então, observar todo um ciclo, tudo o que você construiu ao longo de meses, e não usar como parâmetro aquele super desempenho em tal treino, ou pior ainda, aquele dia em que você se sentiu cansado e não rendeu o que esperava.
Este texto foi baseado em: Monitoring Training Stress loads- A look at workload data before a 29:04 10k de Steve Magness
